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Homem Aranha 2 (Spiderman 2, 04)
Sim, é verdade, eu finalmente fui ver Homem Aranha 2. Um mês e meio se passaram desde a estréia, eu já estava crente que só iria conferir o super elogiadíssimo filme em vídeo, quando, em um dia que fui ao cinema com minha amiga, a Mel, e as opções eram: Homem Aranha 2 ou "Eu, Robô". Obviamente que preferi ver o cabeça de teia. Tinha outras preferências, mas só como as minhas ipções eram limitadas, foi esse mesmo. Especulou-se muito sobre esse filme, críticas super positivas do filme, considerando-o um dos melhores do ano - para esses recomendo "Brilho Eterno de uma Mente Sem lembranças" e "Diário de uma Paixão". O filme é ótimo, mas nada de surpreendente, o filme é menos do que esperava, e pior que o primeiro. Existem vários fatores que me levam a crer que o filme é um grande clichê disfarçado, mas sem tirar seus méritos. O filme cumpre a sua principal função: divertir, mas nada mais.
Sam Raimi fez um filme que merece todo meu respeito, num não tão longínquo ano de 1981, seu nome é "The Evil dead - A morte do Demônio". Esse filme é genial, um dos melhores terrores de todos os tempos. Depois fez outro ótimo filme, a finalmente acabada versão cinematográfica do cabeça de teia em "Homem Aranha", e agora conclui o ótimo, quase bom Homem Aranha 2. E creio que esta crítica semi-negativa seja devido ao enorme número de desnecessários elogios. É um filme ótimo, mas superestimado. Raimi não demostra seu talento e o filme decepciona.
Peter Parker está cheio de problemas, confuso e tudo graças a sua secreta identidade. Harry osborn está decidido a acabar com a raça do Aranha. Mary Jane necessita de Parker. Otto Octavius é mal sucedido em sua empreitada e vira o Dr. Octopus. Aranha tem que destruir Octopus e salvar o mundo. Junte esses fatos e você terá o filme.
O principal problema do filme é: Alfred Molina (em ótima atuação) não é Willem Dafoe. E o Dr. Octopus não é o Duende Verde. A isso se resume qualquer explicação do resultado inferior do filme. A minha torcida está para (SPOILERS) a continuidade do final, com o Duende Macabro assumindo a vilania do terceiro filme. Já que este é meu vilão preferido das histórias do aracnídeo. (acabam-se os SPOILERS). Tobey Maguire está bem mas nada demais. Kristen Dust está caricata, e feia por incrível que pareça. E o que salva todo o filme é o editor do Clarim, J.J. Jameson, magnificamente interpretado por J.K. Simmons. Esse cara é o motivo de (quase - exceto algumas das quedas do Aranha) toda comédia do filme.
Destaque para o figurino, direção de arte, efeitos (tanto visuais como sonoro). Trilha sonora bem decepcionante, e bem inferior ao primeiro.
Esse filme não me empolgou muito a escrever, não tenho muito a dizer sobre o filme. Não foi como "Donnie Darko", do post abaixo, que fiz uma análise de cada coisa presente no filme. O filme (Homem Aranha 2) não tem muito a dizer além de "Venha, gaste dinheiro e divirta-se". Por isso que foi meio que curta em relação a outros filmes que comento aqui, e como tento manter a política de comentar todos os filme vistos no cinema, e outros que merecem destaque. O filme empolga em algumas cenas e decepciona em outras. Merece destaque mas não muito.
Nota: 72/100
A Descobrir
Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath, 40) - Sempre ouvi falar do clássico que eese filme era, mas nunca tive a oportunidade de compravar isso. E graças ao Telecine pude. O filme é fantástico, genial, e um dos melhores de todos os tempos. Henry Fonda em seu melhor, numa atuação que chega a ser angustiante a nós, espectadores. O filme se passa-se durante a Depressão da década de 30, onde uma família de fazendeiros sai do Oklahoma para tentar a vida melhor na Califórnia. [100]
Escrito por Gabriel Carneiro às 21h59
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Donnie Darko (Donnie Darko, 01)
Não importem o que falem, Donnie Darko é um filme estranho, esquisito e doentio. E isso é um elogio. Donnie Darko é um filme confuso até o final sem ter muito sentido o que ocorria, o que acaba por ser explicado na conclusão, que por essa vez torna coisas aparentemente explicadas em confusas, por isso foi necessária uma revisão para realmente compreender a proposta do diretor e roteirista Richard Kelly. Difícil e obscuro, foi uma das grandes surpresas que tive, e apesar de muitas críticas positivas e estar extremamente ansioso para ver o filme, não sabia que seria tão bom, é sim um grande filme. Eu o classificaria por gênero se tivesse um, e não quero bater na mesma tecla que todo mundo fala, é verdade, Donnie Darko é uma comédia de humor negro/suspense/drama psicológico, e porque não um romance também? Ele se encaixa perfeitamente em todas essas categorias, e é isso provavelmente que torne o filme tão bom. Meio fantasioso meio real é um filme que aborda temas ao extremo desde de viagens ao tempo e gurus à psicoterapia e chantagem, vandalismo e romance, velhice e alucinações. Portanto é um filme que fala um pouco de cada coisa.
Surpreendi-me com Richard Kelly e muito. Não esperava de um filme independente e "desconhecido" um diretor tão bom. E mesmo com o filme virando um cult-movie logo no lançamento, não é algo que queira dizer muito. Mas Kelly mostra o contrário, que é um diretor eficiente e que suas idéias por mais complexas e "mirabolantes" que sejam são ótimas. Ele se utiliza bem dos efeitos especiais (que não são o atrativo do filme) para compor as idéias apresentadas durante o longa. Fantasticamente, Kelly consegue arrancar todo tipo de expressão do espectador, desde um suspiro a um grunhido de raiva, e é isso que o torna tão bom. E mesmo sendo um diretor independente, ele mostra que muito mais capaz do que diretores de renome. Sua condução de câmera é fiel aos padrões do filme, distante e se utilizando dos ângulos e não dos focos nas personagens, pois todos são seres "anormais" e sua análise psicológica fica por conta da psicóloga de Donnie, é o meio encontrado pro Richard Kelly para deduzir uma conclusão e mostrar os pensamentos e desilusões de Donnie.
Donnie Darko (Jake Gyllenhaal) é um garoto esquisito que sofre de sonambulismo. Em uma noite durante um chamado de um coelho gigante e de aparência assustadora chamado Frank (que depois é emendado pelo sonambulismo) ele sai de casa e enquanto isso uma turbina de avião cai em cima de seu quarto e o mataria se ainda estivesse ali. Frank o tirou da cama para lhe dizer duas coisas: 1) Que Donnie deveria obedecer e fazer tudo que lhe era mandado. 2) o mundo iria acabar em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos (sei que o número é grande, só que é impossível não decorar devido a bizarrice e o terror da cena). A partir daí, o sonho e ilusão com seu "amigo imaginário" seria constante, sempre o mandando vandalizar tudo, Frank passa a controlar o sono do garoto.
O filme ainda tem uma personagem super importante, razão da conclusão e o fator que torna o filme marcante e tão surpreendente, além de ser tão maravilhoso. É a da Gretchen Ross (Jena Malone), a namorada de Donnie. Outra personagem interessante é a de Cherita Chen (Jolene Purdy), a garota gorda e chinesa que sofre todo tipo de preconceito.
É um filme que deve ser visto por inteiro sem interrupções e com o máximo de atenção, mas eis umas cenas que gostaria de destacar: o primeiro encontro entre Donnie e Frank, Donnie fazendo perguntas ao guru (Patrick Swayze), a cena do cinema, o segundo encontro com a terapeuta e as duas seqüências finais.
Outra surpresa foi o jovem Jake Gyllenhaal, que cara talentoso, se encaixa perfeitamente no esquisitão Donnie, vai ver porque ele é um pouco esquisito. Obscuro, fechado e estranho, é assim que Donnie Darko é, e é assim que Jake faz, tornando-o tão digno do papel, impossível imaginar alguém melhor para o papel. Eis um ator muito bom, que tem de tudo para se tornar um grande astro. Talentoso, criativo e o melhor ator do filme, sempre roubando a cena, e se mostrando mais capaz que muito ator por aí, que faz blockbuster e é considerado o ator da nova geração, provavelmente devido ao fato de Jake jamais poder se encaixar num herói de blockbuster, o imaginem como Bruce Banner em "Hulk" ou ele no lugar de Ben Affleck em "Pearl Harbor", não há como. Jake é bom demais para encarar personagens certinhas demais.
Outra coisa que quero falar é da decadência de Swayze, pensar que astro de filmes super prestigiados pelo público, um ator famoso, em seu auge doze anos atrás está renegado a um papel de coadjuvante secundário em um filme independente, chega a ser deprimente. Sei que ele não tem talento algum, mas para quem fez "Dirty Dancing - Ritmo Quente" e "Ghost - Do Outro Lado da Vida" e encantou o mundo com sua dança sensual e sua paixão de "outro mundo" é um ultraje saber que sua carreira acabou. Vamos analisar sua personagem no filme: bom vejamos, ela não tem importância nenhuma para o desenrolar da história, só serve para ser mais uma vítima do problemático Donnie Darko, só isso, ele está completamente canastrão e malfadado se continuar assim. Ele é um guru fundamentalista que prega que a vida é dividida em duas linhas, a do medo e a do amor, e tudo que faz é para vender livros, além de ter um grande segredo.
Drew Barrymore também não tem muita importância (mas tem alguma), mas no caso dela é entendível, pois ela é a produtora do filme com a sua Flower Films. E nesse caso ela está apenas preenchendo uma vaga e chamando a atenção dos espectadores já que é famosa, servindo de boa publicidade. É um caso aceitável.
O resto elenco está muito bem principalmente Jena Malone e Jolene Purdy, assim como os cinco atores que fazem Frank. Convincentes e talentosos, que ajudam a tornar a história no que ela é.
A trilha sonora é um caso a parte, excelente. Não sei dizer se é devido ao filme que a torna tão interessante, pois infelizmente no Brasil não existe para venda. É uma pena, pois gostaria de adquirir, é sem dúvida uma grande contribuição para o filme, ajuda no tom "dark" com composições como "Cellar Door", e com a fraca canção do Tears For Fear (quem gravou originalmente), que foi transformada espetacularmente por Gary Jules, sendo umas das melhores que já escutei (assim como a cena do filme que toca a música é a melhor), ela chama-se "Mad World".
A fotografia escura e a cenografia ambientam bem os sentimentos das personagens, ajuda a compor a história e dá um toque especial. Além do ótimo figurino de Frank, a máscara dele é realmente apavorante. Tecnicamente o filme é muito bom, os efeitos especiais apesar de não serem nada grandiosos são perfeitos.
O filme infelizmente foi ignorado pelos grandes institutos de cinema como o Oscar e Globo de Ouro, mas felizmente teve três indicações ao Independent Spirit Awards (Melhor Filme de Estréia, Melhor Roteiro de Estréia e Melhor Ator). É um excelente filme, que vale a pena ser conferido. Um filme que mostra que ainda há filmes de pequeno orçamento (4,5 milhões de dólares) que são magníficos. Espetacular, com um grande roteiro e ótimas atuações. Drew Barrymore fez um grande favor ao mundo em patrocinar o filme. Excelente!
Nota: 100/100
Escrito por Gabriel Carneiro às 09h58
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Diário de uma Paixão (The Notebook, 04)
Diário de uma Paixão me encantou. Certo que encontrei um número bem razoável de defeitos, mas nem por isso o filme é ruim, furado e um meio de lançar rostos novos ao estrelato. Para começar, o filme é emocionante, a história contada é contagiante - que sim, conta com clichês; mas eu não vejo nenhum problemas com clichês desde que sejam bem aproveitados e não se tornem risíveis - e (quase) todo elenco está afiado. Fora a ótima direção de Nick Cassavetes. Eu vejo o filme como uma mistura de "Lendas da Paixão", "Pearl Harbor" e um outro que não consigo me recordar do nome, e uma mistura muito bem sucedida. E vejo que parte dos créditos disso vão para o diretor e Jeremy Leven que adaptou a bela história de Nicholas Sparks. Sim, há clichês, todos sabem o que vai acontecer - ainda mais se você for ler muitas sinopses; e se você não quiser descobrir não recomendo que leiam a do Adoro Cinema - e nem por isso o filme deixa de emocionar. O filme entra em 2º lugar na minha lista de melhores de 2004 (ano em que foi produzido e não que estreou aqui no Brasil), percebe-se o quanto gostei do filme. E algo que me surpreendeu bastante foram os elogios da crítica ao filme, já que esse é o tipo de filme massacrado pela crítica, além da ótima bilheteria nos EUA.
Nick Cassavetes, que também é ator, dirige seu terceiro filme e o segundo que vejo (gostei muito de John Q - Um Ato de Coragem). E o resultado foi muito positivo. A Folha de São Paulo e a Set descreveram sua direção como "delicada", e eu leitor e espectador concordo plenamente, uma direção suave, nunca muito ousada, mas carregada de paixão. Percebe-se a vontade e o esforço colocados por Cassavetes no filme. Esta de parabéns.
Mesmo o filme começando num ritmo lento e não mostrando nada de extraordinário, ele vai melhorando e se torna muito bom, envolvente e encantador. Duke é um senhor que assim como Allie estão internados em asilo, ele por problemas cardíacos e ela por esclerose. Um dia ele começa a contar a ela uma história de amor que ocorreu durante a segunda guerra mundial, e ela começa a se lembrar de um romance dela no passado.
Só uma coisa não entendi no filme, e o nome disso é Ryan Gosling. Me expliquem o porque dele ter sido ecalado para o papel principal, eu não consigo entender. O cara é ruim, inexpressivo; parece o Murilo Benício, durante o filme inteiro com a mesma expressão, não importa o que esteja sentindo. Já a sua linda companheira Rachel McAdams está ótima, muito bem encarnada e provável futura queridinha de Hollywood. O elenco de terceira idade, James Garner e Gena Rowlands (a mamãe de Cassavetes), também está de parabéns. Garner, assim como McAdams, são os melhores do filme. E Rowlands cumpre seu papel. Destaque também para o Ciclope do X-Men, James Marsden. Ah, não gostei também de Joan Allen, muito caricata.
A trilha sonora é outra atrativo, linda composição de Aaron Zigman. O fotografia também é muito bonita. Uma pena que vai ser completamente ignorado pelas premiações mundo afora. É um filme simples, mas muito bonito, carregado de paixão e emoção, que até os mais valentões irão se emocionar com essa bela história.
Nota: 96/100
A Descobrir
A Inocência do Primeiro Amor (Lucas, 86) - Um filme bem estilão romances adolescentes bobinhos, que depois teria um filme com uma temática bem parecida, Meu Primeiro Amor (My Girl) com Macauly Culkin. O filme me agradou bastante e está na programação do Telecine Emotion. Trazendo Winona Ryder em seu primeiro papel no cinema e um dos primeiros de Charlie Sheen antes de se voltar para a comédia. Conta a história de um garoto que é é adiantado no colégio e super zuado pelos jogadores. Nas férias ele conhece um garota e se tornam grandes amigos, mesmo ele escondendo seus reias sentimentos por ela. Um filme bem "Sessão da Tarde", mas que vale muito a pena ser visto. [86]
Escrito por Gabriel Carneiro às 22h26
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11 de Setembro (11'09''01 - September 11, 02)
Quando as Torres Gêmeas foram atacadas em 11 de Setembroo de 2001, sabia-se piamente que esse trágico fato renderia muitos filmes e produções sobre o fatídico acontecimento. Uma das primeiras a relatar foi esse longa composto de 11 curtas, com a visão de 11 diretores diferentes, de diferentes países. O "slogan", se é que se pode chamar disso, anuncia o filme como 11 minutos, 09 segundos e 01 frame. Existem curtas excelentes e curtas ruins, e os que estão na média. Existem os mais poéticos, os mais políticos, variando de diretor para diretor. Vou falar de cada curta e dar uma nota a eles, ou seja vou recomendar os melhores. Cada curta recebe o nome do país do diretor, portanto:
Egito, de Youssef Chahine [85] - Um dos melhores curtas, conta a história do próprio diretor, que estava a fazer uma filmagem em Nova York, mais precisamente do World Trade Center. Como seu pedido de filmagem doo local foi negado pela polícia, ele não estava presente, mas pressentiu algo de errado por vir. No dia 12 de setembro ele concede uma entrevista, e fica se imaginando sobre esses tristes fatos que assolam o mundo, na companhia de um soldado americano em espírito. Gostei bastante deste curta, trata de um modo simplório, pondo a visão do ser mais afetado pelas guerras, o soldado.
Israel, de Amos Gitai [33] - O pior curta, muito chato. Conta a história de uma jornalista israelita que a todo custo quer conseguir a matéria principal, e pensa que o atentado em um bairro local iria conseguir isso. Porém isso ocorre ao mesmo tempo que o atentado de 11 de Setembro e ela tenta o curta inteiro conseguir transformar a matéria, na matéria principal. Chega a ser constrangedor uma pessoa agir daquela forma. Muito fraco e chato. Os onze minutos parecem uma eternidade.
México, de Alejandro González Iñárritu [65] - Este é com certeza o curta que quase todos irão achar o pior. Fãs do cara, não esperem curtas como seus filmes, é algo completamente diferente. o curta não tem uma história propriamente dita, percebendo-se apenas que é a visão de pessoas dentro do WTC quando os aviões caíram. Quase todo curto é composto por uma tela preta com vozes no fundo. E vale apenas pela belíssima mensagem ao fim do filme.
Japão, de Shohei Imamura [58] - É uma boa curta que retrata como um soldado japonês que lutou na 2ª Guerra Mundial, que após ver tanto desgraça resolveu ser uma cobra. O curta é bom, a única coisa que não entendi é a relação com 11 de Setembro.
França, de Claude Lelouch [98] - Também um dos meus preferidos, esta curta é uma das que abordam o fato com a "poesia". Um guia para surdos-mudos em Nova York, está acostumado a levar os turistas para o WTC. No dia 11 de Setembro, sua namorada que também é surda-muda tem um pressentimento, eles discutem e ele sai. Basicamente é isso, mas é mostrada de um jeito tão lírico, tão emocionante que não tem como não gostar.
Reino Unido, de Ken Loach [100] - Gostei muito particularmente deste curta por traçar um paralelo entre o 11 de setembro americano (2001) e o chileno (1973). Um chileno que mora no RU, escreve uma carta para as famílias que perderam alguém no WTC, enquanto issoo conta sua história de exilado, por ser contra o golpe de poder de Pinochet em 1973. O que chama mais a atenção é como o estardalhaço feito por 11 de setembro de 2001 foi muito maior que o de 1973, sendo que o segundo houve muito mais mortes. "Eu me lembrei de vocês e espero que vocês se lembrem da gente." (Segunda foto)
Irã, de Samira Makhmalbaf [60] - Bom mas cansativo. E isso muita vezes pega num filme que tenha 11 minutos. Mas vale pela trama. Uma professora no Irã tenta ensinar seus alunos por terem respeito as nações, e tenatr acabar com a ignorância, por nem saberem o que tinha ocorrido.
Índia, de Mira Nair [95] - Gostei também bastante desse que aborda o preconceito aos mulçumanos nos EUA após WTC. Um rapaz mulçumano é acusado de ser um dos terroristas depois de sumir após o fato. Assim sendo sua família começa a ser perseguida. Bem interessante, com um roteiro ágil e envolvente.
Burkina-Faso, de Idrissa Ouedraogo [73] - O mais divertido, digamos assim, pois é o único que aborda a comédia para relatar o fato. Um grupo de adolescentes muito pobres do país, começa a perseguir um cara que eles juravam ser o Bin Laden para conseguir a recompensa, comprar remédios para a mãe e um deles e ele voltar ao colégio. Vale pela espirituosidade.
Bósnia-Herzegovina, de Danis Tanovic [34] - Também não gostei deste. Meio sem lógica e fundamentação, conta a história de um monte de mulheres que saem a rua para protestar, e no dia 11 de julho de 1995 (trazendo a memória de outroo atentado) elas não querem fazer o protesto. Sendo apenas uma delas que protesta (!) para fazerem tal. Resumindo: é idiota.
EUA, de Sean Penn [100] - Eis meu preferido. Não sou muito fã do diretor-ator Sean Penn, mesmo apreciando muitos de seus trabalhos. Provavelmente por sempre abordar o mesmo tema e não acrescentar muito a produção. JAMAIS imaginaria que Sean Penn pudesse realizar algo tão profundo, poético e sensível. Foi uma grande surpresa, já que o que mais apostava era de González. Penn convidou Ernest Borgnine, que estava apagadão do cenário, e o tornou-o numa "estrela". Perfeita sua atuação. Bom, vamos a simples e vaga história, que é extraordinário pelo seu desnrolar: Um homem, já senhor, continua a viver sua vida normalmente, com a mesma rotina, mesmo depois que sua esposa morreu. E não é por que ele não gostava dela, e sim por que para ele, ela nunca morreu. Soberbo, triste, alegre... Uma convulsão de emoções. (Primeira foto)
Escrito por Gabriel Carneiro às 22h46
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Fahrenheit 11 de Setembro (Fahrenheit 9/11, 04)
Michael Moore é maior marketeiro do cinema atualmente, o sujeito conseguiu duas semanas seguidas em primeiro lugar nas bilheterias americanas, e a maior renda de qualquer documentário já feito. O sensacionalismo que atrai a todos é o que gosta de fazer. Depois de seu discurso no Oscar, ultra-sensacionalista contra o atual presidente americano George W. Bush, Moore ganhou toda atenção como o "rebelde". Certo que hoje em dia ele já tenha se tornado motivo de piada nos EUA, mas nada que tire seus méritos por tentar defender suas idéias. E ao contrário de seu documentário anterior, "Tiros em Columbine" (postado há menos de um mês aqui no blog), ele não vai contra algo generalizado, no caso o armamento. Nesse o alvo de suas críticas é o próprio presidente dos EUA. É, uma premissa muito mais interessante que o anterior, um filme contra o presidente mais odiado do mundo (até mais que o Lula). Mas, infelizmente, Moore não se supera, não cria um filme melhor que Columbine e não cria um filme que seja capaz de ser lembrado por muito tempo.
Moore começa muito bem, de maneira genial contando toda trajetória do presidente. Começa com uma narração em off, igual ao começo de todos seus filmes, parecendo a narração de The Simple Life. O filme parece que vai se tornar um dos melhores já feitos. Mas é aí, depois de contar todos os defeitos de Bush ironicamente, que o filme se torna extremamente sensacionalista, apelativo e cansativo. Uma pena. Moore podia ter feito seu melhor filme (apesar de ainda não ter visto "Roger e Eu"), mas seu radicalismo impediu isso. Ele quer tanto mostrar seu ponto de vista que acaba se tornando numa hiper conspiração não crível.
Como disse no post de "Tiros em Columbine", me interessei realmente a ver seus filmes com a Palma de Ouro, em Cannes desse ano, justamente por este filme, aqui hoje comentado. Um prêmio super discutível, principalmente, num ano de eleições como esse. E não só por isso, também pela sua qualidade, pelo menos dois dos filmes eram melhores: "Diários de Motocicleta" e "Shrek 2". Tarantino disse nessa mesma premiação que Fahrenheit 11 de Setembro é o primeiro filme feito para justificar um discurso no Oscar. Eu particularmente discordo disso, algo tão apelativo nunca é muito bom. Este filme não passa de um bom filme, um bom entretenimento (desde quando não gostamos de ver conspirações), mas nada que vá mudar muito as opiniões, não pelo menos no Brasil (creio eu. Não, espero eu). Creio que vá ser indicado a Melhor Documentário e que possa até ganhar, mas acho que dificilmente será indicado a outra coisa. Um filme tão polêmico quanto "A Paixão de Cristo", outro filme que achei super decepcionante, não é o tipo de filme que agrade os conservadores da Academia.
Entra as melhores seqüências estão as férias de Bush e quando o homem recebe a notícia do atentado ao WTC. Fora a tentativa de Bush de recrutar filhos de congressistas ao exército e a conclusão. Acho que o principal defeito do filme foi a ausência de Moore e seu sarcasmo. Ele em entrevista disse porque aparece menos: "Quando você tem George W. Bush como seu personagem principal, ele não precisa de ajuda com o humor. Ele tem frases mais engraçadas e eu apenas achei um modo de ficar fora de seu caminho", usando toda sua ironia. Mas acho que foi exatamente isso que estragou o resultado. A primeira meia hora é fantástica, assim como os últimos quinze minutos e algumas seqüências centrais, exatamente pelo sarcasmo de Moore. A parte central inteira não tem isso, não passa de muitas cenas sobre a guerra e sobre Bush, editadas de um jeito que agrade Moore – o filme se perde nesse momento, a ironia e o humor somem – e faça do filme uma campanha eleitoral negativa a Bush. Sua mensagem final é essa: Votem em quem quiser, desde que não seja em Bush.
Eu sei que está mais para um crítica negativa do que positiva. Mas é o tamanho de minha decepção, esperava um dos melhores filmes do ano. Mas o filme não deixa de ser bom e ter seus excelentes momentos. Se for fazer um balanço de todo o filme é essa a nota que recebe. É um filme que vale a pena ser conferido pela tamanha polêmica em volta de tal, mas nunca esperando um dos maiores feitos cinematográficos. Moore precisa parar de se achar o queridinho da América e "o" documentarista, e elaborar melhor seu conteúdo e fazer algo agradável, como em Columbine. Ele mesmo disse que o objetivo do filme é fazer com que a pessoa saia do cinema achando que não desperdiçou duas horas, e se fazer essa pessoa pensar no conteúdo, isso é lucro. Mas não é bem assim, sabe-se perfeitamente que seu objetivo é outro... e isso ele não cumpre.
Nota: 71 /100
A Descobrir
História Real (The Straight Story, 99) - Belíssimo filme de David Lynch, que conta a história de uma senhor de idade, debilitado fisicamente, que recebe a notícia de que o irmão que não via há mais de dez anos sofreu um derrame. É nesse momento que ele conclui que deve visitá-lo, porém uma mora muito longe do outro e impossibilitado de dirigir, ele sai num cortador de grama. Gostei muito do filme e que creio que seja um de seus melhores filmes. O grande atrativo, além da bela trilha sonora, roteiro e diração, é a brilhante atuação de Richard Farnsworth. [88]
Escrito por Gabriel Carneiro às 10h15
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Filmes - Parte 2:
- Dio, come ti amo (Idem, 66)
[50]
- Bang Bang Você Morreu (Bang Bang, You're Dead, 02)
[87]
- A Bíblia (La Bibbia, 66)
[55]
- Sexo Por Compaixão (Sexo por Compasión, 00)
[72]
- Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 92)
[93]
- Em Busca do Cálice Sagrado (Monty Phyton and the Holy Grail, 75)
[81]
- A Casa do Espanto (House, 86)
[28]
- Jack, O Estripador (Jack The Ripper, 59)
[85]
- Guerra dos Mundos (The War of the Worlds, 53)
[60]
- Recém-Casados (Just Married, 03)
[45]
- A Casa do Espanto 2 (House II: The Second Story, 87)
[76]
- Colheita Maldita 2: Filhos do Mal (Children of the Corn: The Final Sacrifice, 93)
[20]
- Ironweed (Idem, 88)
[65]
- Clube dos Cafajestes (Animal House, 78)
[65]
- Porky's Contra Ataca (Porky's Revenge, 85)
[70]
- 11 de Setembro (11'09''01 - September 11, 02)
[83]
- Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 04)
[100]
- Os Miseráveis (Les Misérables, 35)
[63]
- História Real (The Straight Story, 99)
[88]
- A Ponte do Rio Kwai (The Bridge On River Kwai, 57)
[94]
- Correndo Atrás do Diploma (Orange County, 02)
[67]
- As Profecias de Nostradamus (Nostradamus, 94)
[68]
- Fahrenheint 11 de Setembro (Fahrenheint 9/11, 04)
[71]
- O Chamado (The Ring, 02)
[86]
- Coisas Para se Fazer em Denver Quando Você Está Morto (Things to Do in Denver When You're Dead, 95)
[69]
- Droga da Sedução (Novocaine, 01)
[43]
Comentários: Em Busca do Cálice Sagrado é hilário, Monty Phyton em seu melhor estilo...que venha " A Vida de Bryan"; Jack, o Estripador me surpreendeu... vale muito mais a pena que "Do Inferno"; A Casa do Espanto 2 é uma ótima aventura cômico, abandonando a tentativa do terror; Ironweed é bem cansativo, mas tem uma boa temática; 11 de Setembro, assim como Fahrenheint 11 de Setembro serão aqui comentados em breve; Porky's Conta ataca faz jus a trilogia; Correndo atrás do Diploma traz um inspirado Jack Black.
Olha só 65 filmes...isso eu não esperava. Média de mais de dois por dia. Eis os TOPs to mês:
Melhores filmes:
- Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 59)
- Quase Famosos (Almost Famous, 00)
- Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundande Kid, 69)
- Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, 90)
- Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Etrenal Sunshine of the Spotless mind, 04)
Melhores filmes vistos pela primeira vez:
- Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Etrenal Sunshine of the Spotless mind, 04)
- Alta Fidelidade (High Fidelity, 00)
- Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, 02)
- A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on River Kwai, 57)
- Lembranças de um Verão (Hearts in Atlantis, 01)
Piores filmes:
- Kids (Kids, 95)
- Predador 2 - A Caçada Continua (Predator 2, 90)
- Colheita Maldita 2: Os Filhos do Mal (Children of the Corn 2: The Final Sacrifice, 93)
- Colheita Maldita (Children of the Corn, 84)
- A Casa do Espanto (House, 86)
Escrito por Gabriel Carneiro às 20h47
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Aparentemente neste mês de férias, vi filmes demais. Pois quando fui passar a lista no blog, estava dizendo que continha caracteres demais, isso sem comentários. Portanto o post com os filmes que vi será dividido em dois. E hoje Os Intocáveis comemora 3 meses.
Filmes de Julho
legenda: revistos
- Por Um sentido na Vida (The Good Girl, 02)
[81]
- Uma Aventura na África (The African Queen, 51)
[85]
- Extermínio (28 Days Later..., 02)
[77]
- Todo Mundo em Pânico 3 (Scary Movie 3, 03)
[42]
- American Pie: O Casamento (American Wedding, 03)
[76]
- Lições Para Toda a Vida (Secondhand Lion, 03)
[86]
- Escola de Rock (The School of Rock, 03)
[75]
- Lembranças de um Verão (Hearts in Atlantis, 01)
[94]
- Lenda Urbana (Urban Legend, 98)
[41]
- O Balconista (Clerks, 94)
[54]
- Morra Smoochy, Morra (Death to Smoochy, 02)
[78]
- Alta Fidelidade (High Fidelity, 00)
[98]
- Predador (Predator, 87)
[83]
- Predador 2 - A Caçada Continua (Predator 2, 90)
[19]
- A Balada do Pistoleiro (Desperado, 95)
[58]
- A Cor Púrpua (The Color Purple, 85)
[94]
- Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, 90)
[100]
- A Dama de Vermelho (The Womam in Red, 84)
[73]
- Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 59)
[100]
- Cassino (Casino, 95)
[82]
- O Show de Truman - O Show da Vida (The Truman Show, 98)
[99]
- Férias de Natal (Christmas Holiday, 44)
[50]
- Encontro Marcado (Meet Joe Black, 98)
[93]
- Um Corpo que Cai (Vertigo, 58)
[99]
- Lolita (Idem, 62)
[100]
- Porky's - Na Casa do Amor e do Riso (Porky's, 82)
[74]
- Cônicos e Cômicos (Coneheads, 93)
[78]
- Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, 69)
[100]
- Segundas Intenções (Cruel Intentions, 99)
[84]
- Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, 02)
[95]
- Quase Famosos (Almost Famous, 00)
[100]
- A Outra História Americana (American History X, 98)
[87]
- O Povo Contra Larry Flynt (The People Vs. Larry Flynt, 96)
[80]
- Porky's 2 - O Dia Seguinte (Porky's II: The Next Day, 83)
[28]
- Colheita Maldita (Children of the Corn, 84)
[21]
- Kids (Kids, 95) 0 [0]
- Dia dos Mortos (Day of the Dead, 85)
[48]
- O Anjo Malvado (The Good Son, 93)
[34]
- O Chamado do Anticristo (The Calling, 00)
[45]
Comentários: Uma Aventura na África é uma ótima aventura, mas não é tudo que dizem ser; Todo Mundo em Pânico 3 é fraco, mas melhor que o segundo; Enquanto que American pie: O Casamento é o melhor dos três; Lições Para Toda Vida é o tipo de filme feito para atores brilharem e o nome deles é Robert Duvall e Michael Caine; Lembranças de Uma Verão foi uma excelente surpresa, uma pena ser subestimado; O Balconista me fez chegar a uma conclusão: Não gosto de Kevin Smith; Alta Fidelidade me contagiou, também aderi aos TOP 5 da vida e a querer fazer uma coleção de discos; Edward Mãos de Tesoura é o filme que cada vez mais o vejo, mais gosto; Quanto Mais Quente Melhor é a melhor comédia da história do cinema; Cassino é uma ótima cópia de "Os Bons Companheiros"; Um Corpo que Cai é melhor visto pela segunda vez; Assim como Lolita de Kubrick; Porky's - Na casa do Amor e do Riso é uma das melhores pornochanchadas já feitas; Quando vi Quase Famosos pela primeira vez o achei apenas bom, mas pela segunda, se tornou um dos meus preferidos; A Outra História Americana é muito bom, mas superestimado; Porky's 2 - o Dia seguinte não faz jus a trilogia; Kids é um dos piores filmes que já vi, só não foi zerado por uma sequência aceitável e pela canção dos créditos.
Escrito por Gabriel Carneiro às 11h57
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